A ARTE DO IMPROVISO
| TEATRO | ALESSANDRO BASTOS |
O teatro conquista espaço nas alternativas de lazer das pessoas, ganha adeptos a cada espetáculo e surpreende com a possibilidade de improvisos que permite. O Auditório Mário Covas, no Centro de Convenções, vem sendo tomado por um público que descobre a cada peça a magia envolvente da dramaturgia. O último espetáculo, intitulado “O Pai da Noiva”, não foi diferente dos demais que integraram a programação de Férias de Inverno de Serra Negra, garantiu gargalhadas e foi novamente um grande sucesso. Um público crescente vem acompanhando as peças teatrais no Centro de
Convenções, o que comprova a aceitação desse tipo de atração em Serra Negra.
O elenco de “O Pai da Noiva” - Rogério Farias, que interpretou Marcos, o pai da noiva; Scott Sherman, que fez Beto, o mordomo; Gil Vilela, a noiva e Shamnon Mark, Paulão, o pai do noivo - surpreendeu-se com o tamanho do palco, com o número de cadeiras e, ainda mais, quando as viram ocupadas. Em entrevista exclusiva ao Jornal Cidade, o elenco contou o início de suas carreiras na dramaturgia, como agem e reagem no palco e colocou suas opiniões.
Scott, além de atuar na peça, você é também autor. Como surgiu a idéia desta comédia?
O que muitos pensam é que esta peça é baseada no filme, mas, na verdade, não é. Ela tem sátira dos filmes: “Será Que Ele É?” e “Sexta-Feira 13”. Bom, eu trabalho com teatro há 14 anos, e a idéia de escrever uma peça sempre esteve na cabeça. Um dia, viajando a trabalho, liguei para minha esposa e pedi para ela anotar algumas idéias. A partir daí, desenvolvi a peça teatral que está em cartaz há um ano e meio. Minha maior escola de teatro foi ver grandes comediantes como, por exemplo, Hilton Have (a empregada da peça “Uma Empregada quase Perfeita”) atuar.
Rogério, você que interpreta o autor que deu nome à peça, como iniciou no teatro?
Comecei como técnico, era contra-regra, iluminador e acabei me apaixonando por teatro. No começo era complicado, às vezes acabava esquecendo o texto, mas, como a comédia permite improviso, improvisava e me saía bem. Iniciei com a peça infantil, “A Arca de Noé”, de Vinícius de Moraes, e com peças espíritas também. Agora estou na comédia, que foi do que eu mais gostei. Costumo dizer que teatro é a arte do improviso.
Além de trabalho, o que o teatro representa para você, Rogério?
Vou lhe dar como exemplo o seguinte: se ganhasse na mega-sena e ficasse milionário, ainda assim continuaria a atuar. Fazer teatro vai muito além do que fazer graça no palco, e é isto que me deixa feliz.
Toda a renda desta peça e das outras será destinada às instituições de caridade. O que vocês acham dessa iniciativa?
Scott: Particularmente, nunca vi isto. Já participamos de ações solidárias que doam parte da renda para as instituições de caridade. Nunca fizemos parte de uma iniciativa que doa toda a renda. Acho fantástica uma iniciativa como esta. Rogério: O que eu acho legal é que cria uma corrente solidária, onde todos podem ajudar, contribuir e ainda se divertir com um belíssimo teatro.


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